sexta-feira, 7 de outubro de 2011

ECO-ÔNIBUS DA FATMA NA SATC

Eco-Ônibus esteve na SATC para aulas sobre educação ambiental
A convite do Setor de Educação Ambiental SATC, o projeto Educação Ambiental Itinerante (FATMA), também chamado de Eco-Ônibus, esteve, literalmente, estacionado na SATC, durante os dias 27, 28 e 29 de setembro.
                               
Os estudantes do ensino fundamental da instituição puderam conhecer as ações desenvolvidas pela Fundação de Meio Ambiente (FATMA) em Santa Catarina.As atividades, realizadas pela equipe de Educação Ambiental da FATMA, são feitas em escolas e instituições. O ônibus esteve parado na SATC onde os estudantes puderam aprender um pouco mais sobre a biodiversidade catarinense.Dentro do ônibus eles assistiram a vídeos educativos, conheceram o trabalho da FATMA e receberam material informativo. “Falamos do meio ambiente de uma maneira ampla, focando também nas unidades de conservação ambiental”, explicou uma das coordenadoras do projeto, Maria Cristina Peixoto Neves.                                                                                                                     Um dos temas debatidos foi a unidade de conservação do Aguaí. A reserva, na encosta da Serra Geral, tem 7.672 hectares nos municípios de Treviso, Siderópolis, Nova Veneza e Morro Grande. A unidade foi criada em julho de 1983, mas apenas nos últimos anos vem sendo administrada de maneira correta. É na reserva do Aguaí que estão às principais nascentes do rio São Bento, que hoje abastece a região carbonífera.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

3ª GINCANA AMBIENTAL – SATC e RÁDIO 105 FM

Com o intuito de sensibilizar os educandos  sobre as questões ambientais do nosso planeta a Educação Ambiental SATC e a Rádio 105 FM realizaram a 1ª etapa da 3ª GINCANA AMBIENTAL “Aprendendo a Preservar”.
Este ano contamos com a participação das escolas de 5 municípios da região da AMREC.
Orleans está sendo representado pela equipe META do Centro Educacional META, Criciúma pela equipe OS CRI-CRIS da E.E.B. JOÃO FRASSETTO, Içara pelos SOCORRISTAS DO PLANETA  da E.E.B. QUINTINO FOLHIARINI DAJORI,  Nova Veneza pela equipe  NOSSA VIDA EM MOVIMENTO  da E.E.B. HUMBERTO HERMES HOFFMANN e Treviso pelos EQUIVALENTES das escolas  E.I. RIO MÃE LUZIA E  E E.M.SÃO VICTOR.
Durante a realização da gincana as equipes  puderam aprender um pouco mais sobre o meio ambiente através de jogos lúdicos e brincadeiras realizadas nessa etapa.
A próxima etapa acontecerá no mês de Outubro em cada município participante.
Parabéns a todas as equipes que se empenharam e fizeram bonito na 1ª etapa!

 OS CRI-CRIS - CRICIÚMA

 OS CRI-CRIS - CRICIÚMA

EQUIVALENTES - TREVISO

EQUIVALENTES - TREVISO

META - ORLEANS

META - ORLEANS

NOSSA VIDA EM MOVIMENTO - NOVA VENEZA

NOSSA VIDA EM MOVIMENTO - NOVA VENEZA

SOCORRISTAS DO PLANETA - IÇARA

 SOCORRISTAS DO PLANETA - IÇARA

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Solução criativa para os livros antigos!

Com o advento das novas tecnologias, as velhas enciclopédias perderam seu lugar para as pesquisas na internet. Aterros sanitários ou usinas de reciclagem são os destinos mais comuns para os livros antigos.
Foi pensando nisso que um  grupo italiano de desing, o Gartenkultur, desenvolveu um projeto super especial onde livros antigos são transformados em vasos.
Para fazer o vaso, basta fazer um orifício no livro, colocar terra e uma telinha embaixo do orifício (ou um vasinho com terra dentro do livro).  Fica muito legal!
Acesse o site www.gartenkultur.it e veja essa belíssima ideia na íntegra.







segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Palestra em Meleiro

Durante os dias 4 e 5 de julho foram desenvolvidas pela equipe de Educação Ambiental SATC, palestras direcionadas as crianças da rede municipal de ensino de Meleiro. As palestras tiveram como foco a implantação da coleta seletiva, coleta de óleo e sacolas retornáveis.
Sabendo que o lixo é um dos maiores problemas que afetam diretamente todas as questões sociais e ambientais está sendo implantada no município de Meleiro, a coleta seletiva, com o intuito de minimizar a problemática.
O trabalho educacional é, sem dúvida, um dos mais urgentes e necessários meios para reverter essa situação, pois atualmente, grande parte dos desequilíbrios estão relacionadas às condutas humanas geradas pelos apelos consumistas que geram desperdícios, e pelo uso inadequado dos bens da natureza. A coleta seletiva é uma metodologia que objetiva minimizar o desperdício de matéria prima e a reciclagem a forma mais racional de gerir os resíduos sólidos urbanos, CALDERONI (1996), a reciclagem, na sua essência, é uma maneira de educar e fortalecer nas pessoas o vínculo afetivo com o meio ambiente, despertando o sentimento do poder de cada um para modificar o meio em que vivem.



Para contar com a colaboração da equipe de Educação Ambiental SATC em seu evento, envie um requerimento para o endereço eletrônico educacaoambiental@satc.edu.br ou entre em contato com setor de educação ambiental pelo telefone (48) 3431.7574

sábado, 16 de julho de 2011

AQUECIMENTO GLOBAL

Efeito estufa é um fenômeno natural de aquecimento térmico da Terra. É imprescindível para manter a temperatura do planeta em condições ideais de sobrevivência. Sem ele, a Terra seria muito fria, dificultando o desenvolvimento das espécies.
Acontece da seguinte forma: os raios provenientes do Sol, ao serem emitidos à Terra, têm dois destinos. Parte deles é absorvida, e transformada em calor, mantendo o planeta quente, enquanto outra parte é refletida e direcionados ao espaço, como radiação infravermelha. Ou seja: cerca de 35% da radiação é refletida de volta para o espaço, enquanto os outros 65% ficam retidos na superfície do planeta. Isso por causa da ação refletora de uma camada de gases que a Terra tem, os gases estufa.
Eles agem como isolantes por absorver uma parte da energia irradiada e são capazes de reter o calor do Sol na atmosfera, formando uma espécie de cobertor em torno do planeta, impedindo que ele escape de volta para o espaço.
Nas últimas décadas, contudo, a concentração natural desses gases isolantes tem sido aumentada demasiadamente pela ação do homem, como a queima de combustíveis fósseis, o desmatamento e a ação das indústrias, aumentando a poluição do ar. O excesso dessa camada está fazendo que parte desses raios não consigam voltar para o espaço, provocando uma elevação na temperatura de todo o planeta, o aquecimento global. Por isso, o nome estufa é usado para descrevê-lo.
Os Gases do Efeito Estufa (GEEs), misturando-se à atmosfera, comportam-se como uma estufa, retendo o calor solar próximo à superfície terrestre. Os principais gases que provocam esse fenômeno são: dióxido de carbono (CO2); óxido nitroso (N2O); metano (CH4); cloro-fluor-carboneto (CFC). São oriundos, principalmente, da queima de combustíveis fósseis e o desmatamento. Em excesso, o efeito estufa causa um superaquecimento, provocando consequências desastrosas, como o derretimento de parte das calotas polares; mudanças climáticas; elevação do nível dos oceanos; maior incidência de fenômenos como furacões, tufões, ciclones; secas; extinção de espécies; destruição de ecossistemas e ondas de calor.

video




quarta-feira, 6 de julho de 2011

Oficina de objetos com materiais recicláveis no Município de Forquilhinha (SC)



Oficina na Escola Jackob Arns

Nos dias 04 e 05 de Julho a equipe de Educação Ambiental SATC realizou uma oficina de confecção de objetos com materiais recicláveis com os educandos do 2º ao 5º ano do Ensino Fundamental da Escola Jackob Arns. No evento foram confeccionados  jogos lúdicos (jogo da tria e argola), brinquedos e objetos de decoração, utilizando  materiais que iriam para o lixo.O objetivo da oficina  foi mostrar na prática a aplicação da reutilização de materiais de uso cotidiano e assim conscientizar quanto a importância da destinação correta do lixo que produzimos diariamente.

Contribuição: Viviane Accordi




      


terça-feira, 28 de junho de 2011

Projeto de Educação Ambiental SATC realiza entrega de cartilhas

Durante o mês de Junho foram entregues as cartilhas do  Meio Ambiente e do Carvão Mineral “O Meio Ambiente está em Nossas Mãos” às escolas pertencentes aos municípios da AMREC e AMESC para serem incorporadas ao conteúdo programático trabalhado durante todo o ano letivo.  Além da cartilha que foi entregue aos educandos, os educadores também receberam o manual do professor com textos, informações e sugestão de atividades referentes aos temas propostos nesse material. Após a entrega, será feito o acompanhamento do projeto de Educação Ambiental nas escolas, através da realização de palestras com os temas relacionados ao meio ambiente e ao carvão mineral e oficinas com materiais recicláveis. Veja algumas fotos:




quarta-feira, 22 de junho de 2011

Ação Social CERSUL- Turvo



Nos dias 21 e 22 de junho a equipe de Educação Ambiental SATC participou de um evento promovido pela CERSUL (Cooperativa de Eletrificação Sul Catarinense), no município de Turvo- SC, onde  foram beneficiadas aproximadamente 650 pessoas.
Na ocasião, a equipe de Educação Ambiental SATC desenvolveu oficinas de confecção de objetos a partir de materiais recicláveis e envolveu os particpantes do evento com jogos lúdicos alusivos ao meio ambiente.
Veja algumas imagens do evento: 
 Oficina de objetos a partir de materiais recicláveis.
 Jogo da memória sobre a água
Jogo de argola feito com garrafa PET






Para contar com a participação da equipe de Educação Ambiental SATC em seu evento, envie um requerimento para o endereço eletrônico educacaoambiental@satc.edu.br ou entre em contato conosco pelo telefone (48) 3431.7574.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Pepsi anuncia garrafa de origem 100% vegetal


Garrafa vegetal


As técnicas de processamento da biomassa permitem
a fabricação de uma "garrafa vegetal"
virtualmente indistinguível da garrafa PET
 normal.[Imagem: PepsiCo]
Adicionar legenda

A empresa PepsiCo anunciou o desenvolvimento da "primeira garrafa de plástico PET feita inteiramente de matérias-primas totalmente renováveis, à base de plantas."
Segundo nota divulgada pela empresa, a garrafa "verde" é 100% reciclável e "supera largamente as tecnologias disponíveis na indústria".
A empresa não divulga informações ou artigos científicos fundamentando a descoberta, citando apenas que o avanço inclui "uma combinação de processos biológicos e químicos".
Esses processos biotecnológicos criam uma estrutura molecular que é idêntica à do PET (polietileno tereftalato) - um plástico à base de petróleo.
A matéria-prima utilizada é a biomassa de milho, pinus e de uma gramínea conhecida como switch grass.

Cultivando garrafas


As técnicas de processamento da biomassa permitem a fabricação de uma "garrafa vegetal" virtualmente indistinguível da garrafa PET normal e com igual capacidade de proteção dos líquidos.
A empresa afirma que as pesquisas prosseguem para a inclusão de outros vegetais na produção da garrafa ecologicamente correta, incluindo cascas de laranja, batata e aveia.

As primeiras garrafas à base de plantas começarão a ser produzidas em escala piloto em 2012. Se os testes forem bem-sucedidos, a empresa planeja passar diretamente à produção em escala comercial.
 Contribuição: Aline Chrispim

Fonte:



quarta-feira, 1 de junho de 2011

EDUCAÇÃO PARA A SUSTENTABILIDADE


 Uma nova educação passa pela construção de um novo paradigma, provisório em sua certeza e aberto à mudança contínua. No centro dessa construção está o conhecimento, que, no mundo atual, vem sendo totalmente redimensionado, em função de sua aplicabilidade. Quanto mais conhecemos mais se desvela um universo inteiro a ser conhecido. O conhecimento leva-nos a desejar ir mais além do que já conhecemos. Somos eternos aprendizes.
 



                                      DE OLHO NAS PESQUISAS  

  

Não só quem leciona Ciências ou Geografia precisa estar informado sobre a água. O assunto está na pauta mundial e necessita ser tratado com critério e profundidade.
Veja abaixo os principais erros no ensino do conteúdo e como evitá- los.
Basear-se apenas no que trazem os livros didáticos.
É essencial ler sobre o assunto em diversas fontes, como revistas e sites científicos, e se atualizar sempre.
Tratar em sala apenas da origem e da composição da água.
O ideal é abordar o assunto sob o ângulo sustentabilidade e do consumo consciente.
 
Ensinar o ciclo da água de forma esquemática, sem levar o aluno a pensar nas razões que proporcionaram as mudanças de estado físico e na importância da substancia para a vida.Estimular a investigação, com questões do tipo “por que a água evapora? ”, deixando que a classe chegue às possíveis respostas.
 
Tratar da questão apenas como algo que está relacionado ao dia a dia do aluno, se esquecendo de discutir as implicações num contexto maior.
Promover ações na escola e na comunidade que contribuam para preservar os recursos hídricos, mas sempre relacionando o uso do recurso nas esferas doméstica, social e global.



                                   
                                             Fonte: Revista Nova Escola, n° 31, 2010.


Confira este trabalho na íntegra em nosso canal no Youtube: 


quarta-feira, 25 de maio de 2011

Artífice do futuro

Arquiteto, engenheiro e professor, Werner Sobek repensa conceitos e só quer saber de inovar. Para o criador do Conselho Alemão de Construção Sustentável (DGNB), tecnologia e bom design devem se desenvolver cada vez mais para que a preservação do meio ambiente também seja um exercício do belo.

Arquitetos e engenheiros irão enfrentar a tarefa de tornar a ecologia atrativa e excitante
Ele deixou boquiabertos os engenheiros de uma famosa montadora alemã ao sugerir que um automóvel é tal qual uma casa, uma roupa, um invólucro. Então, como nunca se pensou em analisar o microclima dentro do carro? Werner Sobek defende o conforto ambiental em qualquer lugar - deveria acompanhar o indivíduo no quarto, na empresa, na rua, no transporte. Sua paixão por automóveis foi mais uma inspiração para pensar longe do lugar-comum e sugerir experimentação e melhoria.

Curioso e determinado, pesquisou durante anos para montar a própria residência segundo o paradigma do Triple Zero® (Triplo Zero), criado por ele. É simples mas engenhoso para resolver: a casa não precisa de energia externa, pois é capaz de gerá-la por meio de células fotovoltaicas, não emite CO2, não produziu lixo durante a construção nem produzirá em reformas ou na demolição (que ele prefere chamar de desmontagem). Dessa mesma morada, na cidade de Stuttgart, Alemanha, o arquiteto vanguardista concedeu a Construção Sustentável esta entrevista exclusiva.

CS: Quais os maiores problemas da construção nos dias atuais?


Houve grande progresso na economia de energia para aquecimento e resfriamento. Mas muito precisa ser feito para captação e armazenamento de energia e para a interação do ambiente construído com as futuras motos e carros elétricos [os carros elétricos precisarão de energia e a casa poderá gerá-la]. E também em relação ao ciclo de vida completo de uma construção, minimizando a energia retida nela [gasta para produzir seus materiais] e fazendo que seus componentes sejam completamente recicláveis.

Contribuição: Fabiani Cichella



  • Confira algumas imagens de trabalhos do Triple Zero®:

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Wetlands: Banhados artificiais tratam esgoto com técnicas naturais


Com informações da Agência USP - 30/03/2011

A equipe do professor Marcelo Nolasco, da USP, desenvolveu um novo sistema de tratamento de esgotos usando métodos naturais, conhecidos como banhados artificiais.
Dentro dos tanques, diversos processos biológicos naturais promovem o tratamento das águas residuárias com o auxílio das populações de microrganismos que se desenvolvem na zona das raízes das plantas e no meio filtrante. [Imagem: Marcos Santos/Ag.USP]
                               Banhados artificiais

A técnica, também conhecida com wetlands (área pantanosa), usa tanques nos quais areia, cascalho ou outros materiais, funcionam como meio de suporte para o crescimento de plantas aquáticas (macrófitas).
Dentro dos tanques, diversos processos biológicos naturais promovem o tratamento das águas residuárias com o auxílio das populações de microrganismos que se desenvolvem na zona das raízes das plantas e no meio filtrante.

Segundo o professor Nolasco, o relato mais antigo de utilização desse sistema veio de um estudo de 1953, desenvolvido no Instituto Max Planck, na Alemanha.
O uso dos banhados artificiais surgiu a partir da observação de que o sistema era eficiente na remoção de poluentes químicos e de patógenos - a água que entrava poluída nesses banhados saía com melhor qualidade.

                                Benefícios das wetlands

Outras vantagens do tratamento natural de esgotos são o baixo custo e os benefícios ambientais do sistema.
Por utilizar materiais de baixo custo e que não precisam ser transportados por longas distâncias, a implantação do sistema de wetlands fica mais barato do que uma estação de tratamento tradicional.

Sob o ponto de vista ambiental, os banhados artificiais têm capacidade de suportar variações na vazão de água, o que é muito importante nos dias de chuvas fortes. E a grande população de organismos que ali convivem acabam favorecendo a biodiversidade.
"É um sistema que se integra à paisagem natural, utilizando plantas da própria região onde é implementado", explica o professor.

                                   Tratamento de águas residuárias

Segundo Nolasco, a ideia de trabalhar com o sistema de banhados artificiais surgiu da necessidade de criar uma nova estrutura para que os alunos pudessem realizar estudos na área de tratamento de águas residuárias.
A estrutura de pesquisa, que acaba de ser implementada, permitirá o desenvolvimento de novos estudos.
Os sistemas de banhados artificiais foram selecionados por serem alternativas tecnológicas sustentáveis, robustas, de forma a atender a necessidade de ampliação do conhecimento por tecnologias descentralizadas de tratamento de esgotos no Brasil.
Em diversos países, esta é uma tecnologia em amplo desenvolvimento, mas relativamente pouco desenvolvida no Brasil. "É um sistema que pode ajudar a diminuir o alto défice existente no Brasil com o tratamento de esgoto", diz Nolasco.

O laboratório, mais parecido com uma planta-piloto, possui três unidades com características diferentes, todas abastecidas com o esgoto da própria faculdade.
As unidades foram planejadas e submetidas a diferentes configurações construtivas e operacionais para se avaliar a melhor relação custo-benefício.
Em uma delas, o volume do meio suporte (areia e pedregulho) consiste no dobro da outra. Em outra unidade, o fluxo de água é horizontal, diferenciando-se das demais de fluxo vertical e assim por diante. Dessa forma, será possível avaliar o comportamento de cada uma das unidades na remoção de poluentes químicos e biológicos, associados a cada uma das configurações.

                                     Saneamento descentralizado

A princípio, um dos objetivos da pesquisa era obter informações sobre as modalidades de reúso adequadas para a água residuária tratada. Até o momento, os estudos se mostram promissores, principalmente para os índices de nitrogênio e de sólidos suspensos.
A partir dos resultados dos estudos em andamento, espera-se que o projeto obtenha novos recursos junto às agências de fomento e na iniciativa privada, de forma a ampliar o âmbito do estudo e o retorno à sociedade com soluções apropriadas às suas necessidades.

Segundo o pesquisador Vitor Cano, que auxiliou o professor durante todo o projeto, o que o chamou a atenção nessa pesquisa foi o estudo sobre saneamento descentralizado, área que ele achou interessante e a qual pretende continuar estudando.
De acordo com Nolasco, considerando o caráter multidisciplinar do projeto, o próximo passo é atrair também alunos das áreas de biologia, engenharia ambiental, engenharia civil, arquitetura, química, entre outros, para juntos, aperfeiçoarem os projetos a partir do sistema já construído.
"No futuro pretendemos atrair novos alunos de graduação, da pós-graduação, pós-doutorandos e montarmos um parque demonstrativo de soluções para o tratamento de águas residuárias", completa.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/  acesso em 11/05/2011.
Contribuição:  Deise Colonetti.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Camada de ozônio no Ártico sofre redução recorde de 40%

Frio na estratosfera teria intensificado destruição do ozônio

A camada de ozônio sobre o Ártico sofreu uma redução sem precedentes de 40% no último inverno no hemisfério norte (verão no Brasil), alertou nesta terça-feira a Organização Meteorológica Mundial (OMM, uma agência da ONU).
A camada impede a passagem dos raios ultravioleta do sol. Esses raios têm efeitos nocivos à saúde, podendo provocar câncer e outras doenças.
Segundo a OMM, no fim de março, 40% do ozônio na estratosfera sobre o Ártico havia sido destruído. O recorde anterior era de 30%.
A organização atribuiu a diminuição da camada à presença persistente de produtos químicos industriais que reagem com o ozônio e ao frio observado na estratosfera nos últimos meses no Ártico, o que também favorece uma diminuição dos níveis atmosféricos da substância.

 Antártida e Ártico

Compostos químicos que aumentam chamado 'buraco' na camada de ozônio foram proibidos ou limitadas pelo Protocolo de Montreal das Nações Unidas, assinado em 1987, mas permanecem por tanto tempo na atmosfera que os especialistas esperam que os danos continuem por décadas.
No último inverno, enquanto o Ártico teve um clima mais quente que o normal no solo, as temperaturas entre 15 km e 20 km acima da superfície da Terra despencaram.
'O grau de perda de ozônio durante cada inverno depende das condições meteorológicas', disse Michel Jarraud, secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM).
'A perda de ozônio em 2011 mostra que precisamos continuar vigilantes e prestar muita atenção na situação do Ártico nos próximos anos.'
Os invernos mais longos e gelados no Polo Sul chegam a provocar uma diminuição de 55% da camada de ozônio, mas isso não afeta muito a saúde humana porque a Antártida é inabitada e apenas uma pequena parte do extremo sul da América do Sul ocasionalmente fica sob o buraco.
Mas no Ártico é diferente. Em março, ventos levaram a região com menos ozônio para cima da Groenlândia e da Escandinávia.
A OMM pediu à população nessas regiões que preste atenção a alertas e previsões sobre os níveis de ozônio.

 Futuro

A diminuição da camada de ozônio é frequentemente considerado um problema resolvido por tratados como os de Montreal e os que o substituíram.
Mas a concentração de substâncias nocivas ao ozônio em regiões polares diminuiu em apenas 10% com relação ao seu auge, antes da entrada em vigor do Protocolo.
'Nas próximas décadas, a história (do ozônio ártico) será determinada pelas temperaturas e não sabemos quais são os fatores que as determinam', disse o pesquisador Markus Rex do instituto alemão Alfred Wegener de pesquisa polar e marinha.
'É um grande desafio entender isso e como determinará a perda de ozônio nas próximas décadas', completa.
Projeções sugerem que o buraco na camada de ozônio na Antártida não deve se recuperar antes de 2045.



"Imagem de arquivo representando o buraco na camada de ozônio (azul) sobre a Antártida em 1999"





Contribuição: Camila Nascimento

Fonte:  http://verde.br.msn.com/artigo-bbc.aspx?cp-documentid=28262578 acesso em 19/04/2011.